Terapia regenerativa para osteoartrite do joelho, com condrócitos produzido em laboratório.

🎼 Se meus joelhos não doessem mais… 🎶 Se você (ou algum conhecido) sofre de osteoartrite nos joelhos e sempre teve a ilusão de que um dia, poderia sofrer menos com essa condição, agora já têm um bom motivo pra ter fé. Fique pronto pra comemorar. Uma nova terapia celular regenerativa combinou o tratamento cirúrgico convencional para a osteoartrite do joelho, com o transplante de placas de condrócitos (do próprio paciente) cultivadas em laboratório, para reparação da cartilagem.

🎼 Se meus joelhos não doessem mais… 🎶 Se você (ou algum conhecido) sofre de osteoartrite nos joelhos e sempre teve a ilusão de que um dia, poderia sofrer menos com essa condição, agora já têm um bom motivo pra ter fé. Fique pronto pra comemorar. Uma nova terapia celular regenerativa combinou o tratamento cirúrgico convencional para a osteoartrite do joelho, com o transplante de placas de condrócitos (do próprio paciente) cultivadas em laboratório, para reparação da cartilagem. Oito pacientes foram cuidadosamente avaliados por radiografias, ressonância magnética (RM), artroscopia e outros exames pré e pós-operatórios, revelando uma melhora significativa em vários dos parâmetros avaliados. Ainda, um conjuntos de genes expressos nos condrócitos foi aparentemente capaz de predizer alguns dos resultado benéficos do tratamento. O estudo pioneiro em humanos, abre as portas para o uso clínico de uma nova terapia celular regenerativa. Valeu a pena esperar! Pode agradecer ao cientista curioso que decidiu investigar isso, um verdadeiro pescador de ilusões. 😉 Curta nossa página @Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. E por favor, para ajudar a divulgar a nossa página, compartilhe selecionando a opção “Incluir publicação original”, para que seus amigos possam ver o texto original da nossa página ! Click no link abaixo para acessar o artigo completo.

Combined surgery and chondrocyte cell-sheet transplantation improves clinical and structural outcomes in knee osteoarthritis.

Masato Sato, Masayuki Yamato, Genya Mitani, Tomonori Takagaki, Kosuke Hamahashi, Yoshihiko Nakamura, Miya Ishihara, Ryo Matoba

npj Regenerative Medicinevolume 4, Article number: 4 (2019)

Origami: dispositivo de microfluídica baseado em papel para diagnósticos rápido e barato da malária

👩‍🔬 ⚕️A ciência se “desDobrando” para diagnosticar a malária nos cantos mais isolados da África.💉✊🏿 Numa invenção inovadora (com um dos passo inspirado nas dobraduras da arte japonesa do Origami), os cientistas desenvolveram um dispositivo barato e prático que permite o diagnóstico do plasmodium falciparum (causador da malária), sem a necessidade de equipamentos de laboratório.

👩‍🔬 ⚕️ A ciência se “desDobrando” para diagnosticar a malária nos cantos mais isolados da África.💉✊🏿 Numa invenção inovadora (com um dos passo inspirado nas dobraduras da arte japonesa do Origami), os cientistas desenvolveram um dispositivo barato e prático que permite o diagnóstico do plasmodium falciparum (causador da malária), sem a necessidade de equipamentos de laboratório. O dispositivo utiliza uma fita de papel dobrável que permite a extração do DNA do sangue da pessoa sendo testada. O DNA é então transferido para um dispositivo plástico, onde o DNA do plasmodium é amplificado rapidamente (a 65 °C por 45 minutos), por uma técnica chamada LAMP (Loop-mediated isothermal amplification), e o material amplificado é detectado em fitas contendo um reagente revelador, onde surgem bandas coloridas indicando o resultado positivo (tal qual num exame de gravidez). Populações de comunidades rurais remotas se beneficiarão do novo teste diagnóstico, uma vez que ele permitirá o tratamento correto da doença. Assista o vídeo ilustrando o dispositivo e o procedimento. Click no link abaixo para acessar o artigo completo. Curta nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. E por favor, compartilhe para seus amigos.
Filme S1 da referencia. ilustra o processo completo do ensaio usando água colorida falsa para mostrar o movimento fluido no dispositivo.

Paper-based microfluidics for DNA diagnostics of malaria in low resource underserved rural communities.

Reboud J, Xu G, Garrett A, Adriko M, Yang Z, Tukahebwa EM, Rowell C, Cooper JM.

Proc Natl Acad Sci U S A. 2019 Feb 19. pii: 201812296. doi: 10.1073/pnas.1812296116. [Epub ahead of print]PMID: 30782834

Quantificando o reservatório de provírus latentes do HIV

👊 O HIV sofre mais um golpe certeiro da Ciência. 👩‍🔬 Um tratamento eficaz dos pacientes portadores do HIV, depende da monitoração precisa da carga viral. Esta monitoração é dificultada pela falta de um método diagnóstico capaz de quantificar a carga viral, diferenciando os próvírus ativos daqueles defeituosos (sem potencial de infectar outras células). Um novo método resolveu o problema.

👊 O HIV sofre mais um golpe certeiro da Ciência. 👩‍🔬 Um tratamento eficaz dos pacientes portadores do HIV, depende da monitoração precisa da carga viral. Esta monitoração é dificultada pela falta de um método diagnóstico capaz de quantificar a carga viral, diferenciando os próvírus ativos daqueles defeituosos (sem potencial de infectar outras células). O novo estudo descrito recentemente, desenvolveu um método de PCR digital baseado no isolamento do DNA intacto dos provirus, empacotando-os de forma individual em microgotículas. Estas microgotículas servem de recipientes para uma reação de PCR multiplexada capaz de detectar, simultaneamente, alterações em três regiões do mesmo próvírus. Isto permite a quantificação precisa de próvírus ativos e inativos. A metologia pode permitir um manejo clínico mais eficiente dos pacientes, além de contribuir para a avaliação precisa de futuras terapias que venham a ser desenvolvidas. E como estamos nos aproximando do carnaval, é sempre bom lembrar! USE CAMISINHA!!! Curta nossa página @Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. E por favor, para ajudar a divulgar a nossa página, compartilhe selecionando a opção “Incluir publicação original”, para que seus amigos possam ver o texto original da nossa página ! Click no link abaixo para acessar o artigo completo.

A quantitative approach for measuring the reservoir of latent HIV-1 proviruses.

Bruner KM, Wang Z, Simonetti FR, Bender AM, Kwon KJ, Sengupta S, Fray EJ, Beg SA, Antar AAR, Jenike KM, Bertagnolli LN, Capoferri AA, Kufera JT, Timmons A, Nobles C, Gregg J, Wada N, Ho YC, Zhang H, Margolick JB, Blankson JN, Deeks SG, Bushman FD, Siliciano JD, Laird GM, Siliciano RF.

Nature. 2019 Feb;566(7742):120-125. doi: 10.1038/s41586-019-0898-8. Epub 2019 Jan 30.PMID: 30700913

Processos mutagênicos envolvidos na oncogênese diferem entre homens e mulheres

👨 Homens e mulheres 👩 podem não ser iguais, no fim das contas. Ao menos no que se refere aos processos mutagênicos envolvidos na oncogênese. É o que diz um estudo ainda não publicado (disponível na plataforma online bioRxiv).

👨 Homens e mulheres 👩 podem não ser iguais, no fim das contas. Ao menos no que se refere aos processos mutagênicos envolvidos na oncogênese. É o que diz um estudo ainda não publicado (disponível na plataforma online bioRxiv). É o estudo mais abrangente sobre as diferenças entre os sexos nos genomas de tumores até o momento. Os pesquisadores analisaram as sequências completas do genoma de 1.983 tumores de 28 subtipos, reunidas pelo “International Cancer Genome Consortium”. Interessantemente, eles descobriram que os tumores de mulheres apresentam mais frequentemente, mutações causadas por um sistema defeituoso de reparo de erros em bases do DNA (mismatch repair); enquanto que os homens exibiram mudanças de DNA que estariam ligadas a um processo de reparo do DNA, quando este apresenta suas duas fitas quebradas (non-homologous end joining). Os achados podem ajudar a entender as causas das diferenças na incidência de certos tipos de câncer em homens e mulheres. Curta nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. e compartilhe. Click no link abaixo para acessar o artigo completo (preprint): https://www.biorxiv.org/content/10.1101/528968v2

Sex Differences in Oncogenic Mutational Processes. Constance H Li, Stephenie D Prokopec, Ren X Sun, Fouad Yousif, Nathaniel Schmitz, Paul C Boutros. PCAWG Molecular Subtypes and Clinical Correlates Working Group, ICGC/TCG.
doi: https://doi.org/10.1101/528968

Adeus culturas: diagnóstico baseado em sequênciamento de próxima geração (NGS) para 1.250 patógenos

Um grande avanço biomédico no diagnóstico microbiológico de agentes patogênicos infecciosos! Pois é, os dias de espera das longas e demoradas culturas e outros método diagnósticos, para identificar bactérias, fungos, parasitas eucarióticos, ou mesmo vírus, estão com os dias contados.

Um grande avanço biomédico no diagnóstico microbiológico de agentes patogênicos infecciosos! Pois é, os dias de espera das longas e demoradas culturas e outros método diagnósticos, para identificar bactérias, fungos, parasitas eucarióticos, ou mesmo vírus, estão com os dias contados. O artigo recém-publicado validou o método diagnóstico baseado em sequenciamento de próxima geração (NGS), para 1.250 patógenos, demonstrando cerca de 94% de concordância com os métodos usuais. O mais importante? 85% dos resultados foram retornados no dia seguinte. A velocidade vai ser especialmente bem vinda em pacientes críticos que precisam de um diagnóstico rápido para uma intervenção precisa. Compartilhe e Curta a página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. Clique no link abaixo para acessar o artigo completo.

Analytical and clinical validation of a microbial cell-free DNA sequencing test for infectious disease.

Blauwkamp TA, Thair S, Rosen MJ, Blair L, Lindner MS, Vilfan ID, Kawli T, Christians FC, Venkatasubrahmanyam S, Wall GD, Cheung A, Rogers ZN, Meshulam-Simon G, Huijse L, Balakrishnan S, Quinn JV, Hollemon D, Hong DK, Vaughn ML, Kertesz M, Bercovici S, Wilber JC, Yang S.

Nat Microbiol. 2019 Feb 11. doi: 10.1038/s41564-018-0349-6. [Epub ahead of print]PMID: 30742071

Rejuvenescendo o sistema imune com um Timo fabricado em laboratório

👴 A fórmula da juventude! 👶 Bom, pode não ser dessa vez, mas a descoberta pode ao menos ajudar a rejuvenescer o sistema imune de pessoas submetidas ao transplante de células-tronco hematopoéticas (também conhecido como transplante de medula óssea).

👴 A fórmula da juventude! 👶 Bom, pode não ser dessa vez, mas a descoberta pode ao menos ajudar a rejuvenescer o sistema imune de pessoas submetidas ao transplante de células-tronco hematopoéticas (também conhecido como transplante de medula óssea). Apesar do transplante ser um tratamento curativo para várias doenças, por ser capaz de restabelecer a produção de todas as células do sangue (que incluem as células do nosso sistema imune), seu uso é limitado pela demora na recuperação dos linfócitos T (células importantes na defesa do organismo). Isso de deve ao fato destas células do sangue em particular dependerem do Timo para serem produzidas, um órgão que regride em tamanho e função logo no 1o ano de vida, praticamente deixando de ter função após os 40 anos de idade. Pesquisadores desenvolveram um biomaterial que pode ser depositado por injeção sob a pele, e que imita características do Timo, permitindo que as células-tronco hematopoiéticas dêem origem às células T, como ocorre na infância. O material tem em sua composição a proteína morfogenética óssea 2 (BMP2), para recrutar células estromais, e o ligante de Notch Delta-like 4 (DLL4), que promove a geração de linfócitos T. A abordagem acelerou a recuperação dos linfócitos T Naive e promoveu a geração de linfócitos T regulatórios (Tregs), reduzindo a doença do enxerto contra o hospedeiro (um ataque dos linfócitos do doador contra os tecidos do receptor do transplante, causado pela falta de compatibilidade entre doador e receptor). O material pode vir a se tornar um produto para melhorar a recuperação dos pacientes submetidos ao transplante de medula óssea. Eles vão ao menos ter a “saúde de um jovem”. Conheça e curta nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. Clique no link abaixo ou na figura para acessar o artigo científico completo.

An injectable bone marrow-like scaffold enhances T cell immunity after hematopoietic stem cell transplantation.

Shah NJ, Mao AS, Shih TY, Kerr MD, Sharda A, Raimondo TM, Weaver JC, Vrbanac VD, Deruaz M, Tager AM, Mooney DJ, Scadden DT.

Nat Biotechnol. 2019 Feb 11. doi: 10.1038/s41587-019-0017-2. [Epub ahead of print]PMID: 30742125

A Morte Pede Carona: Células tumorais circulantes

☠️ A Morte Pede Carona! 👍 Pode parecer nome de filme de terror, mas é isso mesmo. Um estudo meticuloso mostrou que um grupo de células do câncer de mama (chamadas de células tumorais circulantes, ou CTCs), responsáveis pela disseminação do tumor no corpo com a formação das metástases, pegam uma carona com células sanguíneas do nosso sistema imune (mais especificamente, os Neutrófilos).

☠️ A Morte Pede Carona! 👍 Pode parecer nome de filme de terror, mas é isso mesmo. Um estudo meticuloso mostrou que um grupo de células do câncer de mama (chamadas de células tumorais circulantes, ou CTCs), responsáveis pela disseminação do tumor no corpo com a formação das metástases, pegam uma carona com células sanguíneas do nosso sistema imune (mais especificamente, os Neutrófilos). Os pesquisadores isolaram agrupamentos de CTCs do sangue e separaram as células destes agrupamentos para então definir o transcriptoma (conjunto de genes expressos) de cada uma delas. Os resultados permitiram que eles descobrissem que a interação dos Neutrófilos com as CTCs faz com que elas proliferem mais ativamente, permitindo que o câncer se instale mais facilmente em outros locais. Ainda, eles descobriram que a interação depende de moléculas de adesão específicas (VCAM) e que os Neutrófilos secretam interleucinas (IL-6 e IL-1B) que se ligam a receptores nas CTCs. A boa notícia é que conhecer estes mecanismos podem permitir que novas abordagens terapêuticas sejam desenvolvidas para reduzir a disseminação do câncer. Se gostou, curta e siga a nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. e compartilhe. Resumo do estudo e figura: https://www.nature.com/articles/d41586-019-00341-4?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_content=organic&utm_campaign=NGMT_2_JAL_Nature

Neutrophils escort circulating tumour cells to enable cell cycle progression.

Szczerba BM, Castro-Giner F, Vetter M, Krol I, Gkountela S, Landin J, Scheidmann MC, Donato C, Scherrer R, Singer J, Beisel C, Kurzeder C, Heinzelmann-Schwarz V, Rochlitz C, Weber WP, Beerenwinkel N, Aceto N.

Nature. 2019 Feb 6. doi: 10.1038/s41586-019-0915-y. [Epub ahead of print]PMID: 30728496

Bases genéticas da “preguiça matinal”

😴 Dificuldades pra acordar aqueles 30 minutos ⏰ mais cedo? A culpa pode não ser sua!

😴 Dificuldades pra acordar aqueles 30 minutos ⏰ mais cedo? A culpa pode não ser sua! Um estudo de associação usando dados de 85.760 indivíduos revelou que a diferenças nas variantes de um conjunto de genes podem ser responsáveis por 25 min de sono a mais ou a menos, pela manhã. As regiões do genoma identificadas (351 ao todo) são enriquecidas para genes envolvidos na regulação circadiana, vias de sinalização de insulina, e outros expressos na retina, rombencéfalo, hipotálamo e hipófise. Da próxima vez que apertar o botão “soneca” no despertador, lembre-se, são seus genes falando mais alto. 😉 Curta nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. e compartilhe! Veja o artigo completo no link abaixo.

Genome-wide association analyses of chronotype in 697,828 individuals provides insights into circadian rhythms.

Jones SE, Lane JM, Wood AR, van Hees VT, Tyrrell J, Beaumont RN, Jeffries AR, Dashti HS, Hillsdon M, Ruth KS, Tuke MA, Yaghootkar H, Sharp SA, Jie Y, Thompson WD, Harrison JW, Dawes A, Byrne EM, Tiemeier H, Allebrandt KV, Bowden J, Ray DW, Freathy RM, Murray A, Mazzotti DR, Gehrman PR, Lawlor DA, Frayling TM, Rutter MK, Hinds DA, Saxena R, Weedon MN.

Nat Commun. 2019 Jan 29;10(1):343. doi: 10.1038/s41467-018-08259-7.PMID: 30696823

SPotifY: espionando a sua “Vibe”

🕵️ Cuidado ⚠️ Sua 🎧 “Vibe” 🎶 pode estar sendo monitorada! Se você usa o aplicativo SPotifY, você provavelmente contribuiu pra este paper publicado na Nature.

🕵️ Cuidado ⚠️ Sua 🎧 “Vibe” 🎶 pode estar sendo monitorada! Se você usa o aplicativo SPotifY, você provavelmente contribuiu pra este paper publicado na Nature. No estudo eles analisaram um conjunto de dados de 765 milhões de música tocadas on-line por 1 milhão de indivíduos em 51 países para medir padrões diurnos e sazonais de humor. Alguns padrões, como a influência da estação do ano, dia da semana ou horário, no quão energética (animada) é a música que você escuta, foram avaliados. O fato é que não importa de que parte do mundo você seja, a música reflete o quão ativo você está ou quer estar. Músicas agitadas pela manhã, para animar, e mais calmas a noite. Obviamente, o maior aumento na energia das músicas apareceu na Sexta-feira e no Sábado. Ainda, ficou evidente que com a idade, a regra é curtir cada vez mais músicas mais calmas. Bom, neste caso, eu sou um dado discrepante! Embora curtir um final de semana!?!? 🤘😎👍 Curta nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação Brasil. e compartilhe. Click no link abaixo para acessar o paper completo. E em breve teremos novidades. Aguarde!

Global music streaming data reveal diurnal and seasonal patterns of affective preference. Minsu Park, Jennifer Thom, Sarah Mennicken, Henriette Cramer & Michael Macy. Nature Human Behaviour (2019)

Litografia Axial Computada: manufatura volumétrica de objetos 3D

🤔Já pensou se você pudesse “materializar” um objeto Tridimensional como num passe de mágica?🧙 Mas não é mágica. Uma tecnologia inovadora inspirada na técnica da Tomografia Computadorizada agora permite que objetos 3D sejam manufaturados volumétricamente de forma rápida, ao invés do método usual de impressão 3D por camadas.

Na tomografia, a geração de imagens tridimensionais é feita a partir de imagens bidimensionais de secções bidimensionais obtidas sequencialmente à medida que o tomógrafo gira ao redor do paciente (ou objeto). A nova técnica (chamada de Litografia Axial Computada, ou CAL), projeta essas imagens bidimensionais sequenciais sobre um recipiente contendo um material viscoso que gira em sincronia com a projeção. À medida que o processo decorre, o material sensível à luz polimeriza materializando o objeto. No vídeo, você vê a famosa escultura do Pensador sendo gerada. Anova tecnologia promete revolucionar muitos processos biotecnológicos em diversas áreas, inclusive na bioengenharia. Quem sabe um dia não poderemos materializar um órgão num passe de mágica? Curta nossa página Ciência, Tecnologia e Inovação. e também a publicação. Compartilhe se gostou. Links: Playlist no YouTube, Artigo científico na íntegra.


(A) Underlying concept: patterned illumination from many directions delivers a computed 3D exposure dose to a photoresponsive material. (B) Schematic of CAL system used in this work. (C) Sequential view of the build volume during a CAL print. A 3D geometry is formed in the material in less than a minute. (D) The 3D part shown in (C) after rinsing away uncured material. (E) The part from (D) painted for clarity. (F) A larger (40 mm-tall) version of the same geometry. (G) Opaque version of the geometry in (F), using crystal violet dye in the resin. Scale bars: 10 mm.

O 1o vídeo mostra as imagens bidimensionais com padrões de intensidade calculadas para serem projetadas pelo sistema óptico utilizada durante a impressão da escultura do “Pensador”. Os quadros projetados são atualizados temporalmente e sincronizados com a taxa de rotação do recipiente contendo o material semi-liquido fotossensível. o 2o vídeo mostra a geometria do Pensador da Fig. 1C-E. As imagens projetadas entram no frasco da esquerda para a direita nos quadros de vídeo. O objeto pensador tridimensional surge dentro do volume de resina rotativa. O tempo desde o início da exposição, bem como a taxa de velocidade de vídeo em relação ao tempo real, são mostrados nos quadros de vídeo em todos os momentos. Fonte: Volumetric additive manufacturing via tomographic reconstruction. Science  31 Jan 2019. DOI: 10.1126/science.aau7114

Referências:

Volumetric additive manufacturing via tomographic reconstruction.

Kelly BE, Bhattacharya I, Heidari H, Shusteff M, Spadaccini CM, Taylor HK.

Science. 2019 Jan 31. pii: eaau7114. doi: 10.1126/science.aau7114. [Epub ahead of print]PMID: 30705152